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Exames

O que a radiografia panorâmica mostra antes do implante

Antes de falar em implante, é preciso enxergar o que não aparece no espelho: o osso, as raízes e as estruturas em volta. A radiografia panorâmica faz esse primeiro retrato da boca inteira, numa única imagem. Neste texto, explicamos o que ela mostra, onde ela tem limites, quando a tomografia entra e como é fazer o exame na própria clínica, no Paranoá.

Por Dra. Camila Ferreira, cirurgiã-dentista, CRO-DF 14636 · · 8 min de leitura

Aparelho de radiografia panorâmica instalado na clínica da Dra. Camila Ferreira, no Paranoá
O aparelho de radiografia panorâmica da unidade Paranoá. O exame é feito no mesmo endereço da consulta.

O que é a radiografia panorâmica

A radiografia panorâmica, que muita gente chama de raio-x panorâmico, é um exame de imagem que mostra, numa única chapa, os dentes de cima e de baixo, as raízes, o osso que sustenta tudo isso e parte das estruturas da face. O nome vem daí: em vez de registrar um ou dois dentes, como a radiografia pequena feita dentro da boca, ela abre a visão para a arcada inteira, de um lado ao outro.

Para isso, o aparelho gira em volta da cabeça enquanto a pessoa fica parada, com os dentes apoiados numa peça de mordida. A fonte de raio X e o sensor andam em sentidos opostos e montam uma imagem contínua, como se a boca fosse aberta numa faixa. Nos aparelhos digitais, a imagem aparece no computador em poucos instantes e pode ser ampliada, ter o contraste ajustado e ser comparada com exames anteriores.

Na odontologia, a radiografia panorâmica é um exame de rotina. Ela é pedida no começo de muitos tratamentos, porque dá à dentista um mapa geral antes de qualquer decisão. No caso do implante, costuma ser o primeiro exame de imagem.

O que o exame mostra

Numa única imagem, a radiografia panorâmica reúne informações que levariam várias radiografias pequenas para aparecer. Entre o que ela permite ver:

  • Os dentes e as raízes. Cáries entre os dentes, restaurações antigas, canais já tratados e raízes que ficaram no osso depois de uma extração.
  • O osso que sustenta os dentes. A altura do osso em cada região e as áreas onde ele diminuiu depois da perda de dentes ou de uma doença na gengiva.
  • Dentes inclusos. Dentes que nunca nasceram, como os sisos, e a posição deles em relação aos vizinhos.
  • Estruturas vizinhas. O seio maxilar, uma cavidade de ar logo acima dos dentes de cima, e o canal por onde passa o nervo da mandíbula, na arcada de baixo.
  • As articulações da mandíbula. Uma visão geral da articulação que fica na frente da orelha, a ATM.
  • Alterações que pedem atenção. Cistos, lesões e infecções que nem sempre dão sintoma e que precisam ser investigados antes de qualquer tratamento.

É por reunir tudo isso que a radiografia panorâmica é tão útil no começo. Ela mostra o problema que trouxe a pessoa à consulta e também o que está em volta, e às vezes o que está em volta muda o plano.

O que o raio-x panorâmico não mostra

Todo exame tem limite, e conhecer o limite da radiografia panorâmica ajuda a entender por que, em alguns casos, a dentista pede outro exame depois dela.

A radiografia panorâmica é uma imagem em duas dimensões de uma estrutura que tem três. Ela mostra bem a altura do osso, mas não mostra a espessura, ou seja, quão largo ele é de dentro para fora. Para o implante, essa largura importa tanto quanto a altura.

A imagem também tem alguma distorção natural, maior em umas regiões do que em outras, e estruturas da frente podem se sobrepor às de trás. Por isso, medidas exatas para posicionar um implante não costumam sair só da radiografia panorâmica. Ela é o mapa geral, não a planta detalhada.

Por que ela abre o planejamento do implante

O implante é um pino de titânio fixado no osso, no lugar da raiz do dente perdido. Para ficar firme e durar, ele precisa de osso suficiente em volta e precisa ficar a uma distância segura de estruturas como o nervo da mandíbula e o seio maxilar. A radiografia panorâmica é o primeiro exame que mostra essas relações.

Com ela, a dentista consegue responder perguntas que definem o caminho do tratamento:

  • Em que regiões há osso suficiente para receber implantes, e em quais ele diminuiu.
  • Se há raízes, infecções ou lesões que precisam ser tratadas antes.
  • Se os dentes que restam podem ser mantidos ou se comprometem o plano.
  • Se o caso tende a pedir enxerto ósseo ou um planejamento com mais implantes.
  • Se vale complementar com tomografia, e em quais regiões.

Na prática, a radiografia panorâmica separa os casos mais simples dos que pedem mais estudo. E faz isso logo no começo, antes de qualquer procedimento, o que evita surpresas no meio do tratamento.

Radiografia panorâmica ou tomografia: quando entra cada uma

As duas são exames de imagem, mas respondem perguntas diferentes. Em muitos tratamentos com implante, elas se complementam.

Radiografia panorâmicaTomografia
ImagemDuas dimensões, a boca inteiraTrês dimensões, por região ou arcada
Mostra bemVisão geral, altura do osso, raízes e dentes inclusosEspessura e forma do osso, distância de nervo e seio
Papel no implantePrimeiro mapa e triagem do casoMedidas finas para posicionar o implante
RadiaçãoDose baixaMaior que a da radiografia panorâmica, varia com o aparelho e a área

Nem todo caso precisa de tomografia, e nem todo caso pode dispensá-la. Quem decide é a dentista, a partir do que a radiografia panorâmica e o exame clínico mostram.

Como é feito o exame

A radiografia panorâmica é rápida e nada encosta dentro da boca além da peça de mordida. O passo a passo costuma ser este:

  1. Preparação. A equipe pede para retirar brincos, piercings, óculos, prótese removível e outros objetos de metal da cabeça e do pescoço, porque eles aparecem na imagem e atrapalham a leitura.
  2. Posicionamento. Você encosta o queixo no apoio e morde uma peça plástica descartável, que deixa os dentes na posição certa.
  3. A imagem. O aparelho gira em volta da cabeça por alguns segundos. O importante é ficar parado, com a língua encostada no céu da boca.
  4. A leitura. A imagem digital aparece no computador e é analisada junto com o exame clínico.

O exame não dói. Quem sente enjoo com a peça de mordida ou tem dificuldade de ficar parado deve avisar antes: a equipe ajusta a posição e explica o momento de cada etapa.

A radiação da radiografia panorâmica

A dose de radiação da radiografia panorâmica é baixa, da ordem de poucos dias da radiação natural a que todos estamos expostos no ambiente. Mesmo assim, como em qualquer exame com raio X, ela só deve ser feita quando há indicação, e não por hábito.

Gestantes, ou quem suspeita de gravidez, devem avisar antes do exame. Em geral, exames e procedimentos que podem esperar ficam para depois da gestação, e a dentista avalia o que não pode esperar.

Por que fazer o exame na própria clínica faz diferença

Quando o aparelho fica em outro endereço, o caminho costuma ser longo: consulta, pedido de exame, agendamento numa clínica de radiologia, deslocamento, espera pelo resultado e uma nova consulta para mostrar a imagem. Para quem tem a agenda cheia, cada etapa dessas é meio período a menos.

Com o aparelho no mesmo lugar da consulta, esse trajeto encurta. O exame é feito no próprio endereço, e a imagem é analisada no consultório, ao lado do exame clínico. A conversa sobre o plano de tratamento acontece com a imagem na tela, e as dúvidas são respondidas olhando para o seu exame, não para um desenho genérico.

Há também uma vantagem técnica: a dentista que vai planejar e fazer o tratamento acompanha a imagem desde o começo e pode complementar o exame quando for preciso, sem depender de outro serviço.

Radiografia panorâmica no Paranoá, na própria clínica

Na unidade Paranoá da Dra. Camila Ferreira, o aparelho de radiografia panorâmica fica na própria clínica. Quem vem planejar um implante ou uma prótese protocolo faz o exame no mesmo endereço da consulta, e a análise das imagens acontece no consultório, com a Dra. Camila.

A clínica fica no térreo da Quadra 23, Conjunto 17, Lote 17, no Paranoá, com acesso fácil para quem mora ou trabalha no Paranoá, no Paranoá Parque, no Itapoã, no Jardim Botânico e em São Sebastião. O atendimento é de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h, com agendamento pelo WhatsApp.

Se o próximo passo é entender o implante em si, leia Perda óssea: ainda dá para fazer implante dentário? e Implante dentário dói? Como são a cirurgia e a recuperação.

Perguntas frequentes

A radiografia panorâmica dói?

Não. Você só morde uma peça plástica e fica parado por alguns segundos enquanto o aparelho gira em volta da cabeça. Nada encosta na gengiva ou nos dentes além dessa peça.

Quanto tempo leva o exame?

O aparelho gira por alguns segundos. Com a preparação e o posicionamento, o exame inteiro costuma levar poucos minutos.

A radiação da radiografia panorâmica faz mal?

A dose é baixa, da ordem de poucos dias da radiação natural do ambiente. Mesmo assim, o exame só é feito quando há indicação. Gestantes devem avisar antes.

A radiografia panorâmica substitui a tomografia no implante?

Nem sempre. A radiografia panorâmica dá o mapa geral e mostra a altura do osso. Quando é preciso medir a espessura do osso e a distância de nervo e seio maxilar, a dentista pede a tomografia.

Com que frequência devo fazer uma radiografia panorâmica?

Não existe um prazo igual para todo mundo. A dentista indica o exame conforme o tratamento e o histórico de cada pessoa.

Onde fazer radiografia panorâmica no Paranoá?

Na unidade Paranoá da Dra. Camila Ferreira, na Quadra 23, Conjunto 17, Lote 17, térreo, o aparelho fica na própria clínica e o exame é feito no mesmo endereço da consulta. O agendamento é pelo WhatsApp (61) 99318-2947.

Onde fica a clínica

Implante e prótese protocolo no Paranoá

Dra. Camila Ferreira · Dentista Paranoá
Quadra 23, Conjunto 17, Lote 17, térreo
Paranoá, Brasília (DF) · CEP 71572-315

Seg a sex
8h às 18h
Sábado
8h às 12h
WhatsApp
(61) 99318-2947

5,0 no Google, com 401 avaliações. Perto de quem mora no Paranoá, no Paranoá Parque e no Itapoã, com pacientes também de São Sebastião e do Jardim Botânico.

Mapa do Paranoá com o pino da clínica na Quadra 23

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta presencial. Cada caso é diferente, e só o exame mostra o que é indicado para você.

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